11 setembro 2008

Procuro-te uma vez mais

Há muito que não te escrevo… talvez porque agora troquei a escrita pela oralidade, talvez porque a vida nos corra bem, talvez porque o hábito se perdeu, talvez, não saiba porquê. Mas hoje, nestes dias que passam e que me tiram a energia, nestas horas em que desespero e que engulo as lágrimas para ninguém ver, hoje, escrevo-te novamente. Sinto-me presa dentro destes sentimentos, dentro desta ansiedade e nervosismo que tão bem conheces. Por vezes sinto-me farta de tudo isto, com vontade de desistir, mas não posso… Desistir, como poderia eu desistir, sentir-me-ia pior ainda, uma falhada que nada encara até ao fim. E que razão tenho eu para desistir? Afinal de contas, provavelmente aos olhos de todos, nenhuma, mas aos olhos de quem me vê, todas! Tu, só tu, sabes do que falo, apoias-me incondicionalmente e dás-me a única força que tenho. Só te peço (sim passo a vida a pedir-te coisas), peço que me ajudes a encarar isto, com ânimo leve, desdramatiza aquilo que eu não consigo e convence-me de que sou capaz, que tudo passará rápido e correrá bem. Sim, sim, eu sei, há coisas bem piores e eu já passei por algumas delas… mesmo assim, respiro fundo, para não me quebrar, porque a ansiedade é o meu pior inimigo, porque a relativa importância que dou a estas coisas é demasiada, porque não me consigo dissociar desta parte de mim, porquê? Porque sim! A única certeza que tenho na vida é de que gosto de ti, e só isso me faz feliz, tu e eu! Gostava que a nossa vida fosse só assim, feliz, entre ti e mim. Obrigada por me ouvires, obrigada por tudo, obrigada.